Senti as mãos a tremer. O coração bater demasiado acelarado sem o conseguir acalmar. Todas as lágrimas que teimavam em querer cair, ganharam força muito mais do que suficente. De um momento para o outro, tudo era uma verdadeira mentira. 'Verdadeira mentira', engraçado, não? Estranho como a verdade e a mentira se conseguem passear de mãos dadas.
Hoje era o derradeiro dia. O dia em que já não podia fechar os olhos e fingir que era só um pesadelo. Nada mais que um pesadelo.
domingo, 10 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Os dias são agora uma infinidade de horas perdidas. Ninguém nos prepara para sofrer nem ninguém nos ensina a saber como sofrer. E duvido que existam boas e más formas de o fazer. É esse o poder do sofrimento, o de nos encurralar e principalmente de nos conseguir fazer duvidar de tudo. A dor traz-nos o poder de meter tudo em questão. Será que merecemos o que estamos a viver? Será que valeu a pena tudo o que ficou, para hoje chegarmos até aqui?
Mas não são essas as questões que mais magoam. O problema está no momento em que nos dedicamos a pensar se, numa 'questão a dois', não vivemos tudo sozinhos. Pensar que o sentimento e a felicidade, pode não ter sido o mesma da outra parte. Pensar que enquanto nós estamos a morrer por dentro, o Outro pode estar melhor. Melhor sem nós. E é nessa fase que tudo se começa lentamente a desmoronar e que a certo ponto não sabemos verdadeiramente nada. A memória começa a confundir-se com o sonho e a certo ponto, acabamos por simplesmente não conseguir fazer uma distinção.
Dizem que ao contrário da felicidade, só o sofrimento e a dor tem o poder de nos trazer ensinamentos. E a esses eu digo: 'Prefiro viver a minha ignorância emocional.'
Mas não são essas as questões que mais magoam. O problema está no momento em que nos dedicamos a pensar se, numa 'questão a dois', não vivemos tudo sozinhos. Pensar que o sentimento e a felicidade, pode não ter sido o mesma da outra parte. Pensar que enquanto nós estamos a morrer por dentro, o Outro pode estar melhor. Melhor sem nós. E é nessa fase que tudo se começa lentamente a desmoronar e que a certo ponto não sabemos verdadeiramente nada. A memória começa a confundir-se com o sonho e a certo ponto, acabamos por simplesmente não conseguir fazer uma distinção.
Dizem que ao contrário da felicidade, só o sofrimento e a dor tem o poder de nos trazer ensinamentos. E a esses eu digo: 'Prefiro viver a minha ignorância emocional.'
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