domingo, 30 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Imagino-te a dormir, embalado no mais perfeito sono.
Sei bem, como se agora de olhos bem abertos te visse, a maneira infantil como abraças a almofada, a posição estranha das tuas mãos, o bafo quente que me fazias respirar.
Conheço o som da tua respiração, talvez porque a imagine todas as noites ainda pousada do meu lado.
A meio da noite, os meus feios pés, procuram desesperadamente o conforto dos teus.
Não preciso de mentir, sabes que já não durmo com um sorriso parvo de boneca e muito menos acordo a cantarolar.
Não sei onde ficou essa ‘Teresa’, mas sei que ao meu corpo já não pertence.
Já aceitei que o tempo não volta para trás, que amanhã não será tudo bom demais como em tempos foi. Já consigo dizer que acabou, sem ter nenhum tipo de reacção.
Ficaram tantas lembranças, tantos momentos e tantas músicas que hoje me enchem os olhos num mar de ti. Maldito amor, maldito tu que me deixaste e ainda existes.
Esta será a carta que nunca te vou entregar, a que não terás o prazer de ter na gaveta, para te poderes lembrar de mim.
Esta é a última carta, o derradeiro adeus.
O último, ‘amei-te.’
Sei bem, como se agora de olhos bem abertos te visse, a maneira infantil como abraças a almofada, a posição estranha das tuas mãos, o bafo quente que me fazias respirar.
Conheço o som da tua respiração, talvez porque a imagine todas as noites ainda pousada do meu lado.
A meio da noite, os meus feios pés, procuram desesperadamente o conforto dos teus.
Não preciso de mentir, sabes que já não durmo com um sorriso parvo de boneca e muito menos acordo a cantarolar.
Não sei onde ficou essa ‘Teresa’, mas sei que ao meu corpo já não pertence.
Já aceitei que o tempo não volta para trás, que amanhã não será tudo bom demais como em tempos foi. Já consigo dizer que acabou, sem ter nenhum tipo de reacção.
Ficaram tantas lembranças, tantos momentos e tantas músicas que hoje me enchem os olhos num mar de ti. Maldito amor, maldito tu que me deixaste e ainda existes.
Esta será a carta que nunca te vou entregar, a que não terás o prazer de ter na gaveta, para te poderes lembrar de mim.
Esta é a última carta, o derradeiro adeus.
O último, ‘amei-te.’
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Era de olhos fechados que melhor percorria o teu corpo. Sabia tocar em todos os cantos e recantos que te sabiam arrepiar.
Mas a mim, nunca gostei que tocasses, nem mesmo que me olhasses.
Amava-te para te ter só para mim. Amava-te por não saber como te amar.
Eras tanto que tinha medo que te sufocasse em tão estranho sentimento.
Nunca soube gostar de ti. Pensei que deveria cuidar-te e houve um dia que me caís-te do colo onde afinal nunca te tive.
Mas a mim, nunca gostei que tocasses, nem mesmo que me olhasses.
Amava-te para te ter só para mim. Amava-te por não saber como te amar.
Eras tanto que tinha medo que te sufocasse em tão estranho sentimento.
Nunca soube gostar de ti. Pensei que deveria cuidar-te e houve um dia que me caís-te do colo onde afinal nunca te tive.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Sinto o teu cheiro e perco novamente os sentidos.
Não sei onde te perdi, não tenho noção do exacto momento, não me lembro da hora nem do local.
Mas será que existe local para as perdas que acontecem dentro de nós?
Agradeço ter-te perdido para hoje te poder reencontrar assim agora.
Que sentimento este que me percorre e me sufoca as veias. Sinto-me quente e ao mesmo tempo gelada no meio da efemeridade deste momento.
Os teus olhos dizem aquilo que as tuas palavras tentam mentir e eu gemo e choro e sofro e amo.
Ah... e se podesse parar o tempo e prender-te a este corpo que ainda te pertence mesmo sem o saberes.
Não sei onde te perdi, não tenho noção do exacto momento, não me lembro da hora nem do local.
Mas será que existe local para as perdas que acontecem dentro de nós?
Agradeço ter-te perdido para hoje te poder reencontrar assim agora.
Que sentimento este que me percorre e me sufoca as veias. Sinto-me quente e ao mesmo tempo gelada no meio da efemeridade deste momento.
Os teus olhos dizem aquilo que as tuas palavras tentam mentir e eu gemo e choro e sofro e amo.
Ah... e se podesse parar o tempo e prender-te a este corpo que ainda te pertence mesmo sem o saberes.
A roupa ficou espalhada numa confusão quase planeada.
O sol começa a espreitar pelas cortinas já comidas pelo tempo e ao mesmo ritmo, dois corpos nus se acordam.
No quarto respira-se cheiro a má vida, a cigarros que não se souberam apagar e o calor sufoca.
Talvez tenha sido só uma noite, mas talvez tenha sido a primeira.
A injecção de prazer ainda não se foi, mas já existe aquela estranheza de duas almas que se tocaram mas não se conhecem.
O sol começa a espreitar pelas cortinas já comidas pelo tempo e ao mesmo ritmo, dois corpos nus se acordam.
No quarto respira-se cheiro a má vida, a cigarros que não se souberam apagar e o calor sufoca.
Talvez tenha sido só uma noite, mas talvez tenha sido a primeira.
A injecção de prazer ainda não se foi, mas já existe aquela estranheza de duas almas que se tocaram mas não se conhecem.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Há cinco anos que aquela belíssima garrafa de vinho tinto (seu preferido) se mantinha silenciosa e escura no armário da sala. Aguardava uma tal ocasião especial que não havia maneira de chegar.
Teresa pensou: 'E se nunca tiver uma ocasião especial que mereça ser brindada com aquela bendita garrafa?'
'E se a 'ocasião especial' for apenas eu e esta noite solitária de sexta-feira?'
Teresa nem queria acreditar, mas sim era verdade, ela estava a pensar nela, coisa que já há muito não sabia o que era.
E foi assim que numa suave noite de Verão, Teresa bebeu a sua melhor garrafa, ouviu o seu preferido e delicioso cd da Ella Fitzgerald e fumou algo que Eça chamaria de 'um pensativo cigarro'.
Teresa pensou: 'E se nunca tiver uma ocasião especial que mereça ser brindada com aquela bendita garrafa?'
'E se a 'ocasião especial' for apenas eu e esta noite solitária de sexta-feira?'
Teresa nem queria acreditar, mas sim era verdade, ela estava a pensar nela, coisa que já há muito não sabia o que era.
E foi assim que numa suave noite de Verão, Teresa bebeu a sua melhor garrafa, ouviu o seu preferido e delicioso cd da Ella Fitzgerald e fumou algo que Eça chamaria de 'um pensativo cigarro'.
Senti o chão deslizar lentamente e pela primeira vez não consegui contar os passos que dei.
Os passos do 'adeus' costumam estar guardados como que mecanicamente em mim.
Mas desta vez não os senti, não me tocaram.
Eram ainda mais frios e secos do que habitualmente, mas ao mesmo tempo pareciam estar mais longe e não me afectar o íntimo.
Os passos do 'adeus' costumam estar guardados como que mecanicamente em mim.
Mas desta vez não os senti, não me tocaram.
Eram ainda mais frios e secos do que habitualmente, mas ao mesmo tempo pareciam estar mais longe e não me afectar o íntimo.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Aqui fica a homenagem a esta grandiosa mulher que marcou a arte no mundo e também a minha própria visão da mesma. Passei a olhar a pintura com outros olhos e a saber amar a loucura dos seus magníficos quadros. Quadros esses que considero, pequenas, grandes obras de arte.
"Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei os meus sonhos. Pintei a minha própria realidade". Frida Kahlo.
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