sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Romeo.
'It is my soul that calls upon my name:
How silver-sweet sounds lovers tongues by night,
Like softest music to attending ears!'

Romeo and Juliet. ( totalmente inspirador.)

Nu-são

E a pulso, como se da primeira vez se tratasse, toquei.
Levei até ao fundo, encaixei e guardei.
Acabei por me deixar envolver. A ingenuidade pura ja tinha ficado presa na correria de ti.
Bem dentro, estava lá. O instinto, o desejo e a insanidade dos pensamentos de tantas e tantas noites.
Não foi leve nem bom.
Foi intenso, seco e perigosamente perfeito.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O momento chega depressa demais, depois de uma tão longa espera.
Tudo é feito mecanicamente no meio de uma correria que faz parte.
A cabeça deveria parar.
Era suposto não se poder pensar e apenas se fechar os olhos.
Mas os pensamentos não se controlam e os meus voam desenfriadamente, cruzando-se e entrecruzando-se pateticamente.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Despedida

Cerro os punhos e sustenho a respiração.
Revolto a noção de justiça, desconfio da noção de liberdade.
Empurro com a força que me resta, as minhas mãos abertas de encontro aos meus ouvidos.
Não quero.
Não quero ouvir os passos.
Não quero o sabor amargo da porta que me deixas fechar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007


Dois anos e quatro meses.
Obrigado por tudo o que tens sido para mim.
Se houvesse mais pessoas como tu, o mundo seria um sítio muito melhor.
Amo-te

Mais um dia mau

Tentei agarrar o nosso tempo com a minha mão, mas o meu fraco pulso, quebrou.
Não tive força, não tenho jeito e foi assim que o perdi.
Agora não te tenho a ti, não tenho o tempo que era nosso, e continuo desajeitada tanto ou mais do que era antes.

sábado, 24 de novembro de 2007

Avó

Cada segundo a teu lado foi e é uma vida. Cada história por ti contada é um sem fim de gargalhadas embebidas de ternura e afecto. Tu és aquilo que realmente tenho, és tudo um pouco do que sou e daquilo em que me tornei. És família, amor, respeito.
Oferecesses o teu riso estridente, com a mesma facilidade com que partilhas o teu choro sofrido. Carregas uma tão grande dor dentro em ti, que como um peso quase te impede de caminhares. Essa dor de ausência, de vazio…de momentos que perdes-te, que te escaparam entre os dedos…de momentos que te arrancaram e te impediram de viver.
És o sorriso mais franco que conheço, o abraço mais quente e doce. És o meu símbolo da confiança. A mão que quero agarrar quando cair. O ouvido a que quero sussurrar as boas noticias, as minhas vitorias.
Foste e és para mim muito mais do que merecia e muito mais do que realmente podias ser. Contigo e só contigo chorei a minha dor. Só a ti pedi ajuda, só a ti quis.
A minha caixa de segredos, tem o teu nome cravado.
Aconteça o que acontecer, tu ocuparás sempre em mim um lugar insubstituível, que será teu eternamente.
És um copo de leite quente com açúcar numa caneca do pai natal e isso diz tudo.

Amor?

Nunca saberemos verdadeiramente o que é amar, ou mesmo o que possa ser o amor.
Simplesmente sabemos que existe um momento em que ele nos aparece, nós o vemos e ele se entranha em nós. O tempo que permanece em nós é relativo. Existe quem apenas o acredite sendo para toda a vida, outros quase que o vêem como um ritual de passagem mas com infinitas repetições.
Mas afinal, o que é amor?
Serão palavras sussurradas a um ouvido? Será um luar perfeito a preencher um encontro a dois?
Será sinónimo de compreensão, amizade, companheirismo e fidelidade?
Torna-se inútil evidenciar perguntas e elaborar respostas sempre vagas.
O amor não foi feito para se poder rotular e dividir por tipos, escolhendo-se o mais conveniente. Esse sentimento gerador de sensações que vão da dor á felicidade plena, irá ser um eterno mistério.
Mas não será essa carga mística e inalcançável que o tornará também tão inspirador?
Sabermos amar e ser amados é algo tão bom que devíamos saber receber sem questionar. Devíamo-nos deliciar com a dádiva de termos nascido com um maravilhoso órgão, a que chamamos coração, que nos permite desfrutar por completo do amor.
Os apaixonados puros sabem qual é o verdadeiro prazer de se amar e de se viver com isso, sem pedir mais, nem exigir nada.
Quando se ama, todos os dias se acorda e é Verão. Tudo na vida ganha uma sentido, uma razão de se existir.
Devíamos saber amar, amando o verdadeiro sentido do amor, o desconhecido.