sábado, 24 de novembro de 2007

Amor?

Nunca saberemos verdadeiramente o que é amar, ou mesmo o que possa ser o amor.
Simplesmente sabemos que existe um momento em que ele nos aparece, nós o vemos e ele se entranha em nós. O tempo que permanece em nós é relativo. Existe quem apenas o acredite sendo para toda a vida, outros quase que o vêem como um ritual de passagem mas com infinitas repetições.
Mas afinal, o que é amor?
Serão palavras sussurradas a um ouvido? Será um luar perfeito a preencher um encontro a dois?
Será sinónimo de compreensão, amizade, companheirismo e fidelidade?
Torna-se inútil evidenciar perguntas e elaborar respostas sempre vagas.
O amor não foi feito para se poder rotular e dividir por tipos, escolhendo-se o mais conveniente. Esse sentimento gerador de sensações que vão da dor á felicidade plena, irá ser um eterno mistério.
Mas não será essa carga mística e inalcançável que o tornará também tão inspirador?
Sabermos amar e ser amados é algo tão bom que devíamos saber receber sem questionar. Devíamo-nos deliciar com a dádiva de termos nascido com um maravilhoso órgão, a que chamamos coração, que nos permite desfrutar por completo do amor.
Os apaixonados puros sabem qual é o verdadeiro prazer de se amar e de se viver com isso, sem pedir mais, nem exigir nada.
Quando se ama, todos os dias se acorda e é Verão. Tudo na vida ganha uma sentido, uma razão de se existir.
Devíamos saber amar, amando o verdadeiro sentido do amor, o desconhecido.

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