Não te peço respostas. Não te peço tempo que não me possas dar. Não te peço sorrisos quando são lágrimas que ainda tens em ti. O que te quero dizer é que não te quero pedir nada. E digo-te isto quando te queria poder pedir tudo. Sabes que sim. Queria tudo de novo e ainda com mais força. Tudo o que era nosso. Queria-nos a NÓS, com tudo o que isso representava (a).
É bom sentir saudades, quando sabemos quanto tempo demorará para o reencontro. Mas estas saudades que guardo, são amargas. Não sei quando vais efectivamente 'voltar' pra mim. Não sei quando te vou poder apertar sem sentir o teu desconforto. São demasiados porquês que me interpelam todos os dias. Cada vez mais.
Acalmam-me as minhas certezas. Saber que o que foi nosso, ninguém me poderá tirar. Todos os momentos, os incontáveis momentos, estão bem guardados. E por mais dias de chuva que ainda tenhamos de enfrentar, eu quero esperar. Eu vou esperar. Eu vou continuar na tua janela e esperar que o sol decida espreitar. Acredita em mim. Nesse dia eu vou lá estar. Estar como sempre estive. Com os braços e coração abertos pra te receber tal como és. Sempre gostei de ti. Com todos os teus defeitos e com tudo o que te torna tão especial.
Não quero sentir o frio de um lugar em que não queres estar. Só quero ir sonhando com o calor do nosso espaço. Aquele a que pertencíamos e que era o nosso porto seguro. Onde eramos uma da outra e nada mais era preciso.
Amo-te. Mesmo nestes dias cinzentos de chuva. Em que é a mim que não queres na tua janela.
R.
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