Nunca a minha boca teve tanto sal. Este estado de alma é estranhamente o que de mais doloroso alguma vez senti. Os meus olhos teimam em não abrir e vão assim continuando a carregar o peso de todo este mal. Começo a crer que não fui talhada para ser feliz, para sentir equilíbrio e plenitude. Talvez tenha chegado a hora de me resignar ao meu destino. Talvez tenha chegado a hora de guardar a mala no armário e não esperar por viagem nenhuma.
Ou talvez este seja apenas um pesadelo e eu ainda tenha hipótese de acordar.
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