segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Estava perdida algures no meio daquela multidão que me esmagava e daquela música que me adormecia em pensamentos vividos e sonhados.
Não precisava de qualquer tipo de manifestação tua, para perceber a tua presença lá.
Conhecia o teu respirar, o teu olhar solto e o teu ouvido inquieto no meio de todos aqueles sons.
Procurei-te de olhos fechados e foi de olhos fechados que te encontrei. O mesmo sorriso de Duchenne de sempre e o ligeiro nervoso ao ver-me aproximar.
Voltei a fechar os olhos para não poder tocar os meus olhos nos teus e sustive a respiração para não me ouvires suspirar-te.
Não demorou a que deixasse de suportar aquele momento. Sim fugi, mas na esperança imatura de que correrias atrás e me pedirias para ficar.

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