domingo, 9 de novembro de 2008

Não nos soubemos despedir e nunca o saberemos ou sequer tentaremos fazer.
O reencontro, após essa inexistência de adeus, foi como o primeiro dia. Senti o sufoco dos nossos corações que no mesmo segundo não souberam respirar e senti o calor desse desejo a pairar como sempre acontecia.
Perdi noção de tudo e não soube o que dizer ou o que fazer. Fiquei presa nos teus olhos que de repente me engoliram e dei-te em pensamento o abraço reconfortante e quente que tanto precisavas. Passei a noite num corropio de sensações, em que me fui perdendo e encontrando no que me rodeava.
O regresso a casa foi acompanhado por algum excesso de alcool que me fazia viajar no tempo. Persegui-te nas noites em que te tirava o sono, em noites que te soube verdadeiramente amar.
O acordar trouxe a realidade e a frieza que esta carrega.
Nunca saberás que me terás sempre do teu lado.

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