quinta-feira, 12 de novembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Cerro as cortinas e mantenho as luzes caladas. Talvez esteja calor. Talvez esteja frio. Sinto-me quente aqui, neste meu pequeno grande forte. O cheiro que se apoderou deste quarto vai adormecendo as minhas dores. Mas ainda consigo ver que começo a habitar um verdadeiro caos. Fotografias rasgadas, livros abertos e fechados, filmes amontoados por todos os cantos, cadernos cheios de frases vazias. Quase tão vazias quanto eu. Por breves segundos respiro fundo e sinto uma ligeira vontade de acordar de tudo isto. Mas o impulso ainda não tem força suficiente, muito menos eu. Sinto-me assustadoramente fraca, como se tivesse perdido os sentidos de uma vez para sempre.
Já não sei distinguir o dia da noite e desaprendi a utilidade de um calendário se os números variam mas nada pralém disso. Sinto falta de ser feliz. Acima de tudo de saber o que é isso. Saber qual é o sentimento que nos incendeia as veias quando estamos nesse estado de alma. Talvez se deva viver primeiro para se poder conhecê-lo.
Já não sei distinguir o dia da noite e desaprendi a utilidade de um calendário se os números variam mas nada pralém disso. Sinto falta de ser feliz. Acima de tudo de saber o que é isso. Saber qual é o sentimento que nos incendeia as veias quando estamos nesse estado de alma. Talvez se deva viver primeiro para se poder conhecê-lo.
Esperar é imperativo. Não. Esperar é apenas ao que me quero agarrar. Talvez seja o que é preciso. Esperar por tudo e esperar por nada. Esperar que os dias deixem simplesmente de ser uma sequência interminável de perguntas sem respostas, caminhos sem saída e sonhos que sonho sem saber sequer sonhar. Espero que ao acordar o sol não me encadei os olhos, o céu tenha simplesmente deixado de ser azul. Espero que o meu pensamento deixe de pensar e arranje outra ocupação. Esperar, esperar, esperar. Fechar os olhos ao pesadelo, quando o pesadelo começa a ser sinónimo de continuar aqui. Quero libertar-me ao mesmo tempo que a pequena prisão em que caminho é o meu único porto seguro. Esta solidão que se apodera de mim e se vai entranhando na minha pele, pelo menos acalma as vozes. Malditas vozes que questionam, opinam e se preocupam. Posso viver uma existência triste, miserável se quiserem, mas é minha.
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Percebo a necessidade que sentes em teres de me fugir. Quase que consigo imaginar essa dor. Teres de virar costas a tudo aquilo que sempre desejaste e que chegaste mesmo a pensar possuir. Percorreres caminhos que não conheces e que muito menos reconheces. Tentares evadir-te numa busca por algo novo, por explorar. Mas pensas, porque será que custa tanto?
A dolorosa maneira de teres que procurar o meu toque, nos corpos de outras mulheres.Fechares os olhos e sonhares que os vais abrir e será a minha cara que irás ver. Esperares expectante por um prazer que não terá o meu sabor, um prazer que não é teu, não é nosso. E no teu caminho de casa vais novamente perguntar-te, porque é que custa tanto?
Devias lembrar-te mais de mim. Lembrar-te que sempre fui eu a ter as respostas. Sou eu o motivo dessa dor, sou eu que sei porque sofres e sou eu que te invado os sonhos e te inquieto os pensamentos. E ainda queres saber porquê? Porque ainda nao percebeste que nao tem de doer nem tem de custar.
Eu continuo aqui, ansiado a tua conquista. Esperando a tua luta.
A dolorosa maneira de teres que procurar o meu toque, nos corpos de outras mulheres.Fechares os olhos e sonhares que os vais abrir e será a minha cara que irás ver. Esperares expectante por um prazer que não terá o meu sabor, um prazer que não é teu, não é nosso. E no teu caminho de casa vais novamente perguntar-te, porque é que custa tanto?
Devias lembrar-te mais de mim. Lembrar-te que sempre fui eu a ter as respostas. Sou eu o motivo dessa dor, sou eu que sei porque sofres e sou eu que te invado os sonhos e te inquieto os pensamentos. E ainda queres saber porquê? Porque ainda nao percebeste que nao tem de doer nem tem de custar.
Eu continuo aqui, ansiado a tua conquista. Esperando a tua luta.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Sinto-me inundada de ti. Fechei-te a porta, mas mais uma vez não me soube despedir.
A sensação habitual de vazio, é desta vez estranhamente esmagadora, e dentro do meu coração existe algo inquieto que não me deixa acalmar.
O sono abandonou-me, mais ou menos como tu. Não doeu tanto, porque já esperava. Quando te vais, levas sempre muito de mim. Demasiado de mim. A minha alma fica mesmo totalmente nua, ao mesmo tempo que os anseios são revestidos. Não sei se penso em ti ou se vivo já a tua existência. Parece que me rasgaste a pele e que te entranhaste em mim. Mas de forma permanente e descontrolada. O teu cheiro tornou-se o meu cheiro, de verdade. Acima de tudo, passei a ouvir com os teus ouvidos e a abraçar a sensibilidade que pode ter cada nota. Os meus lábios apreciam todos os sabores, da forma ingénua que só tu sabias fazer. Só os meus olhos continuam apenas meus. Mas eu sei o porquê e não me importo.
Os teus olhos são inigualáveis e quero que sejam sempre uma parte tua, só tua. Que continues a usá-los de cada vez que te reecontro e sinto que eles são a primeira forma de me receberes e de me fazeres sentir que encontrei o meu 'way back home'.
A sensação habitual de vazio, é desta vez estranhamente esmagadora, e dentro do meu coração existe algo inquieto que não me deixa acalmar.
O sono abandonou-me, mais ou menos como tu. Não doeu tanto, porque já esperava. Quando te vais, levas sempre muito de mim. Demasiado de mim. A minha alma fica mesmo totalmente nua, ao mesmo tempo que os anseios são revestidos. Não sei se penso em ti ou se vivo já a tua existência. Parece que me rasgaste a pele e que te entranhaste em mim. Mas de forma permanente e descontrolada. O teu cheiro tornou-se o meu cheiro, de verdade. Acima de tudo, passei a ouvir com os teus ouvidos e a abraçar a sensibilidade que pode ter cada nota. Os meus lábios apreciam todos os sabores, da forma ingénua que só tu sabias fazer. Só os meus olhos continuam apenas meus. Mas eu sei o porquê e não me importo.
Os teus olhos são inigualáveis e quero que sejam sempre uma parte tua, só tua. Que continues a usá-los de cada vez que te reecontro e sinto que eles são a primeira forma de me receberes e de me fazeres sentir que encontrei o meu 'way back home'.
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