E se calei o desejo, acreditei na vontade.
Mais uma noite, mais um quarto escuro, inquietante, impessoal.
Consegui sentir os cheiros de um sem fim de corpos suados que por ali teriam passado.
Corpos como o meu, ou talvez menos cansados, menos vividos, menos usados. Corpos que talvez sejam mesmo corpos e que apenas se perderam um dia qualquer. Diferentes assim do meu, que se perdeu um dia, de uma vez para sempre.
Tudo se passa mais uma vez, em movimentos calculados e frios. Óleos de odores baratos, instrumentos de forma peculiar, plásticos que se entranham em mim.
Trocas de palavras? Talvez um 'Boa noite', quem sabe um 'obrigado'.
Não me perguntem se foi a vida que escolhi, prefiro ser ridícula e dizer que acredito no destino, numa predestinação das coisas.
domingo, 24 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
Percorro ruas e ruas sem fim, ansiando que a tua mão me corte o passo e me obrigue a partir.
Sinto o teu cheiro dentro de mim como se ao me encontrares te tivesses deixado ficar. Estou embriagada nesta obcessão de necessitar possuir-te. Estas por todo o lado, já não sei como fugir deste desejo que sei ser insaciável. Desespero pelo momento em que me farás calar com a tua respiração sufocada e ao compasso dos meus gemidos. As tuas mãos vigorosas de força que não sabes controlar, a agarrarem as minhas coxas em movimentos insanos e repletos de ânsia.
Sinto o teu cheiro dentro de mim como se ao me encontrares te tivesses deixado ficar. Estou embriagada nesta obcessão de necessitar possuir-te. Estas por todo o lado, já não sei como fugir deste desejo que sei ser insaciável. Desespero pelo momento em que me farás calar com a tua respiração sufocada e ao compasso dos meus gemidos. As tuas mãos vigorosas de força que não sabes controlar, a agarrarem as minhas coxas em movimentos insanos e repletos de ânsia.
domingo, 29 de junho de 2008
Não reconheço o teu cheiro, por mais que me agrade.
Penetrou em mim de forma repentina e violenta. Demorada e incisiva.
Não adivinhei os traços do teu corpo, não identifiquei os teus gemidos de nenhuma outra noite.
Abraçei o frio e o escuro de um espaço estranho, desconhecido e inadequado.
Quem eras tu, quem era eu, o que eramos nós, não fazia ideia.
Percorri o trajecto descontrolado do desejo e limitei-me a seguir os teus imaturos passos.
Foi diferente, novo e fresco. Mas ao mesmo tempo, não fui eu.
Fugi de ti e corri desenfriadamente para um colo quente e com toque familar.
Podes continuar a esperar-me. Voltarei a entrar nesse quarto e a tocar contigo essas paredes geladas.
Mas não serei verdadeiramente eu, contigo nunca eu.
Penetrou em mim de forma repentina e violenta. Demorada e incisiva.
Não adivinhei os traços do teu corpo, não identifiquei os teus gemidos de nenhuma outra noite.
Abraçei o frio e o escuro de um espaço estranho, desconhecido e inadequado.
Quem eras tu, quem era eu, o que eramos nós, não fazia ideia.
Percorri o trajecto descontrolado do desejo e limitei-me a seguir os teus imaturos passos.
Foi diferente, novo e fresco. Mas ao mesmo tempo, não fui eu.
Fugi de ti e corri desenfriadamente para um colo quente e com toque familar.
Podes continuar a esperar-me. Voltarei a entrar nesse quarto e a tocar contigo essas paredes geladas.
Mas não serei verdadeiramente eu, contigo nunca eu.
terça-feira, 27 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Was a long and dark December
From the rooftops I remember
There was snowWhite snow
Clearly I remember
From the windows they were watching
While we froze
Down below
When the future's architectured
By a carnival of idiots on show
You'd better lie low
If you love me
Won't you let me know?
Was a long and dark December
When the banks became cathedrals
And the fog
Became God
Priests clutched onto bibles
Hollowed out to fit their rifles
And the cross was held aloft
Bury me in honor
When I'm dead and hit the ground
A love back home unfolds
If you love me
Won't you let me know?
I don't want to be a soldier
Who the captain of some sinking ship
Would stow, far below
So if you love me
Why'd you let me go?
I took my love down to Violet Hill
There we sat in snow
All that time she was silent still
So if you love me
Won't you let me know?
If you love me,
Won't you let me know?
h.y.
From the rooftops I remember
There was snowWhite snow
Clearly I remember
From the windows they were watching
While we froze
Down below
When the future's architectured
By a carnival of idiots on show
You'd better lie low
If you love me
Won't you let me know?
Was a long and dark December
When the banks became cathedrals
And the fog
Became God
Priests clutched onto bibles
Hollowed out to fit their rifles
And the cross was held aloft
Bury me in honor
When I'm dead and hit the ground
A love back home unfolds
If you love me
Won't you let me know?
I don't want to be a soldier
Who the captain of some sinking ship
Would stow, far below
So if you love me
Why'd you let me go?
I took my love down to Violet Hill
There we sat in snow
All that time she was silent still
So if you love me
Won't you let me know?
If you love me,
Won't you let me know?
h.y.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Não me digas que me sentes a falta, quanto a ausência dessas palavars me diz tão mais.
O silêncio entre nós enche páginas e páginas desta história.
Nada é mais delicioso que os encontros inesperados que me fazem perder o sono durante dias.
Aqueles olhares apertados que nos percorrem e que fazem e dizem tudo o que não pode ser feito nem pronunciado.
Sabes que estou sempre do teu lado. Em cada gesto, em cada palavra, em cada música, estamos lá os dois juntos, como sempre.
Não vale a pena tentarmos mudar o rumo desta história, tudo voltará sempre ao mesmo lugar.
O que nos envolve é único e definitivamente nosso, totalmente nosso.
O silêncio entre nós enche páginas e páginas desta história.
Nada é mais delicioso que os encontros inesperados que me fazem perder o sono durante dias.
Aqueles olhares apertados que nos percorrem e que fazem e dizem tudo o que não pode ser feito nem pronunciado.
Sabes que estou sempre do teu lado. Em cada gesto, em cada palavra, em cada música, estamos lá os dois juntos, como sempre.
Não vale a pena tentarmos mudar o rumo desta história, tudo voltará sempre ao mesmo lugar.
O que nos envolve é único e definitivamente nosso, totalmente nosso.
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