quarta-feira, 25 de março de 2009

No momento em que me dediquei a ver-te dormir, descobri uma das melhores sensações do mundo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Percebo a necessidade que sentes em teres de me fugir. Quase que consigo imaginar essa dor. Teres de virar costas a tudo aquilo que sempre desejaste e que chegaste mesmo a pensar possuir. Percorreres caminhos que não conheces e que muito menos reconheces. Tentares evadir-te numa busca por algo novo, por explorar. Mas pensas, porque será que custa tanto?
A dolorosa maneira de teres que procurar o meu toque, nos corpos de outras mulheres.Fechares os olhos e sonhares que os vais abrir e será a minha cara que irás ver. Esperares expectante por um prazer que não terá o meu sabor, um prazer que não é teu, não é nosso. E no teu caminho de casa vais novamente perguntar-te, porque é que custa tanto?
Devias lembrar-te mais de mim. Lembrar-te que sempre fui eu a ter as respostas. Sou eu o motivo dessa dor, sou eu que sei porque sofres e sou eu que te invado os sonhos e te inquieto os pensamentos. E ainda queres saber porquê? Porque ainda nao percebeste que nao tem de doer nem tem de custar.
Eu continuo aqui, ansiado a tua conquista. Esperando a tua luta.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sinto-me inundada de ti. Fechei-te a porta, mas mais uma vez não me soube despedir.
A sensação habitual de vazio, é desta vez estranhamente esmagadora, e dentro do meu coração existe algo inquieto que não me deixa acalmar.
O sono abandonou-me, mais ou menos como tu. Não doeu tanto, porque já esperava. Quando te vais, levas sempre muito de mim. Demasiado de mim. A minha alma fica mesmo totalmente nua, ao mesmo tempo que os anseios são revestidos. Não sei se penso em ti ou se vivo já a tua existência. Parece que me rasgaste a pele e que te entranhaste em mim. Mas de forma permanente e descontrolada. O teu cheiro tornou-se o meu cheiro, de verdade. Acima de tudo, passei a ouvir com os teus ouvidos e a abraçar a sensibilidade que pode ter cada nota. Os meus lábios apreciam todos os sabores, da forma ingénua que só tu sabias fazer. Só os meus olhos continuam apenas meus. Mas eu sei o porquê e não me importo.
Os teus olhos são inigualáveis e quero que sejam sempre uma parte tua, só tua. Que continues a usá-los de cada vez que te reecontro e sinto que eles são a primeira forma de me receberes e de me fazeres sentir que encontrei o meu 'way back home'.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Deito-me acompanhada da perfeita música de 'domingo'.
Acho que não saberia viver sem a música, sem tudo o que ela representa em mim.
Deixo-me embriagar por cada palavra que sei decor e por aquele ritmo que ainda hoje me arrepia.
Volto ao tempo que te desconhecia e que te começava a desejar de forma inconsequente. Volto ao momento em que só existíamos eu, tu e a lua.
Consigo reviver tudo e saborear a força de duas mãos que ainda não se sabiam tocar, mas que se queriam de verdade.
Regresso á hora exacta em que tudo o que nos podia rodear desvanesceu e ficámos os dois sozinhos, perdidos na loucura de um momento que era inteiramente nosso. Apertaste-me num abraço que só tu me saberias dar e desfrutámos do que veria a ser o melhor beijos das nossas vidas.
Foi intenso, certo e errado. Foi como um 'pensativo cigarro' que se decide partilhar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Estava perdida algures no meio daquela multidão que me esmagava e daquela música que me adormecia em pensamentos vividos e sonhados.
Não precisava de qualquer tipo de manifestação tua, para perceber a tua presença lá.
Conhecia o teu respirar, o teu olhar solto e o teu ouvido inquieto no meio de todos aqueles sons.
Procurei-te de olhos fechados e foi de olhos fechados que te encontrei. O mesmo sorriso de Duchenne de sempre e o ligeiro nervoso ao ver-me aproximar.
Voltei a fechar os olhos para não poder tocar os meus olhos nos teus e sustive a respiração para não me ouvires suspirar-te.
Não demorou a que deixasse de suportar aquele momento. Sim fugi, mas na esperança imatura de que correrias atrás e me pedirias para ficar.

domingo, 9 de novembro de 2008

Não nos soubemos despedir e nunca o saberemos ou sequer tentaremos fazer.
O reencontro, após essa inexistência de adeus, foi como o primeiro dia. Senti o sufoco dos nossos corações que no mesmo segundo não souberam respirar e senti o calor desse desejo a pairar como sempre acontecia.
Perdi noção de tudo e não soube o que dizer ou o que fazer. Fiquei presa nos teus olhos que de repente me engoliram e dei-te em pensamento o abraço reconfortante e quente que tanto precisavas. Passei a noite num corropio de sensações, em que me fui perdendo e encontrando no que me rodeava.
O regresso a casa foi acompanhado por algum excesso de alcool que me fazia viajar no tempo. Persegui-te nas noites em que te tirava o sono, em noites que te soube verdadeiramente amar.
O acordar trouxe a realidade e a frieza que esta carrega.
Nunca saberás que me terás sempre do teu lado.

domingo, 24 de agosto de 2008

E se calei o desejo, acreditei na vontade.
Mais uma noite, mais um quarto escuro, inquietante, impessoal.
Consegui sentir os cheiros de um sem fim de corpos suados que por ali teriam passado.
Corpos como o meu, ou talvez menos cansados, menos vividos, menos usados. Corpos que talvez sejam mesmo corpos e que apenas se perderam um dia qualquer. Diferentes assim do meu, que se perdeu um dia, de uma vez para sempre.
Tudo se passa mais uma vez, em movimentos calculados e frios. Óleos de odores baratos, instrumentos de forma peculiar, plásticos que se entranham em mim.
Trocas de palavras? Talvez um 'Boa noite', quem sabe um 'obrigado'.
Não me perguntem se foi a vida que escolhi, prefiro ser ridícula e dizer que acredito no destino, numa predestinação das coisas.