Deito-me acompanhada da perfeita música de 'domingo'.
Acho que não saberia viver sem a música, sem tudo o que ela representa em mim.
Deixo-me embriagar por cada palavra que sei decor e por aquele ritmo que ainda hoje me arrepia.
Volto ao tempo que te desconhecia e que te começava a desejar de forma inconsequente. Volto ao momento em que só existíamos eu, tu e a lua.
Consigo reviver tudo e saborear a força de duas mãos que ainda não se sabiam tocar, mas que se queriam de verdade.
Regresso á hora exacta em que tudo o que nos podia rodear desvanesceu e ficámos os dois sozinhos, perdidos na loucura de um momento que era inteiramente nosso. Apertaste-me num abraço que só tu me saberias dar e desfrutámos do que veria a ser o melhor beijos das nossas vidas.
Foi intenso, certo e errado. Foi como um 'pensativo cigarro' que se decide partilhar.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Estava perdida algures no meio daquela multidão que me esmagava e daquela música que me adormecia em pensamentos vividos e sonhados.
Não precisava de qualquer tipo de manifestação tua, para perceber a tua presença lá.
Conhecia o teu respirar, o teu olhar solto e o teu ouvido inquieto no meio de todos aqueles sons.
Procurei-te de olhos fechados e foi de olhos fechados que te encontrei. O mesmo sorriso de Duchenne de sempre e o ligeiro nervoso ao ver-me aproximar.
Voltei a fechar os olhos para não poder tocar os meus olhos nos teus e sustive a respiração para não me ouvires suspirar-te.
Não demorou a que deixasse de suportar aquele momento. Sim fugi, mas na esperança imatura de que correrias atrás e me pedirias para ficar.
Não precisava de qualquer tipo de manifestação tua, para perceber a tua presença lá.
Conhecia o teu respirar, o teu olhar solto e o teu ouvido inquieto no meio de todos aqueles sons.
Procurei-te de olhos fechados e foi de olhos fechados que te encontrei. O mesmo sorriso de Duchenne de sempre e o ligeiro nervoso ao ver-me aproximar.
Voltei a fechar os olhos para não poder tocar os meus olhos nos teus e sustive a respiração para não me ouvires suspirar-te.
Não demorou a que deixasse de suportar aquele momento. Sim fugi, mas na esperança imatura de que correrias atrás e me pedirias para ficar.
domingo, 9 de novembro de 2008
Não nos soubemos despedir e nunca o saberemos ou sequer tentaremos fazer.
O reencontro, após essa inexistência de adeus, foi como o primeiro dia. Senti o sufoco dos nossos corações que no mesmo segundo não souberam respirar e senti o calor desse desejo a pairar como sempre acontecia.
Perdi noção de tudo e não soube o que dizer ou o que fazer. Fiquei presa nos teus olhos que de repente me engoliram e dei-te em pensamento o abraço reconfortante e quente que tanto precisavas. Passei a noite num corropio de sensações, em que me fui perdendo e encontrando no que me rodeava.
O regresso a casa foi acompanhado por algum excesso de alcool que me fazia viajar no tempo. Persegui-te nas noites em que te tirava o sono, em noites que te soube verdadeiramente amar.
O acordar trouxe a realidade e a frieza que esta carrega.
Nunca saberás que me terás sempre do teu lado.
O reencontro, após essa inexistência de adeus, foi como o primeiro dia. Senti o sufoco dos nossos corações que no mesmo segundo não souberam respirar e senti o calor desse desejo a pairar como sempre acontecia.
Perdi noção de tudo e não soube o que dizer ou o que fazer. Fiquei presa nos teus olhos que de repente me engoliram e dei-te em pensamento o abraço reconfortante e quente que tanto precisavas. Passei a noite num corropio de sensações, em que me fui perdendo e encontrando no que me rodeava.
O regresso a casa foi acompanhado por algum excesso de alcool que me fazia viajar no tempo. Persegui-te nas noites em que te tirava o sono, em noites que te soube verdadeiramente amar.
O acordar trouxe a realidade e a frieza que esta carrega.
Nunca saberás que me terás sempre do teu lado.
domingo, 24 de agosto de 2008
E se calei o desejo, acreditei na vontade.
Mais uma noite, mais um quarto escuro, inquietante, impessoal.
Consegui sentir os cheiros de um sem fim de corpos suados que por ali teriam passado.
Corpos como o meu, ou talvez menos cansados, menos vividos, menos usados. Corpos que talvez sejam mesmo corpos e que apenas se perderam um dia qualquer. Diferentes assim do meu, que se perdeu um dia, de uma vez para sempre.
Tudo se passa mais uma vez, em movimentos calculados e frios. Óleos de odores baratos, instrumentos de forma peculiar, plásticos que se entranham em mim.
Trocas de palavras? Talvez um 'Boa noite', quem sabe um 'obrigado'.
Não me perguntem se foi a vida que escolhi, prefiro ser ridícula e dizer que acredito no destino, numa predestinação das coisas.
Mais uma noite, mais um quarto escuro, inquietante, impessoal.
Consegui sentir os cheiros de um sem fim de corpos suados que por ali teriam passado.
Corpos como o meu, ou talvez menos cansados, menos vividos, menos usados. Corpos que talvez sejam mesmo corpos e que apenas se perderam um dia qualquer. Diferentes assim do meu, que se perdeu um dia, de uma vez para sempre.
Tudo se passa mais uma vez, em movimentos calculados e frios. Óleos de odores baratos, instrumentos de forma peculiar, plásticos que se entranham em mim.
Trocas de palavras? Talvez um 'Boa noite', quem sabe um 'obrigado'.
Não me perguntem se foi a vida que escolhi, prefiro ser ridícula e dizer que acredito no destino, numa predestinação das coisas.
domingo, 3 de agosto de 2008
Percorro ruas e ruas sem fim, ansiando que a tua mão me corte o passo e me obrigue a partir.
Sinto o teu cheiro dentro de mim como se ao me encontrares te tivesses deixado ficar. Estou embriagada nesta obcessão de necessitar possuir-te. Estas por todo o lado, já não sei como fugir deste desejo que sei ser insaciável. Desespero pelo momento em que me farás calar com a tua respiração sufocada e ao compasso dos meus gemidos. As tuas mãos vigorosas de força que não sabes controlar, a agarrarem as minhas coxas em movimentos insanos e repletos de ânsia.
Sinto o teu cheiro dentro de mim como se ao me encontrares te tivesses deixado ficar. Estou embriagada nesta obcessão de necessitar possuir-te. Estas por todo o lado, já não sei como fugir deste desejo que sei ser insaciável. Desespero pelo momento em que me farás calar com a tua respiração sufocada e ao compasso dos meus gemidos. As tuas mãos vigorosas de força que não sabes controlar, a agarrarem as minhas coxas em movimentos insanos e repletos de ânsia.
domingo, 29 de junho de 2008
Não reconheço o teu cheiro, por mais que me agrade.
Penetrou em mim de forma repentina e violenta. Demorada e incisiva.
Não adivinhei os traços do teu corpo, não identifiquei os teus gemidos de nenhuma outra noite.
Abraçei o frio e o escuro de um espaço estranho, desconhecido e inadequado.
Quem eras tu, quem era eu, o que eramos nós, não fazia ideia.
Percorri o trajecto descontrolado do desejo e limitei-me a seguir os teus imaturos passos.
Foi diferente, novo e fresco. Mas ao mesmo tempo, não fui eu.
Fugi de ti e corri desenfriadamente para um colo quente e com toque familar.
Podes continuar a esperar-me. Voltarei a entrar nesse quarto e a tocar contigo essas paredes geladas.
Mas não serei verdadeiramente eu, contigo nunca eu.
Penetrou em mim de forma repentina e violenta. Demorada e incisiva.
Não adivinhei os traços do teu corpo, não identifiquei os teus gemidos de nenhuma outra noite.
Abraçei o frio e o escuro de um espaço estranho, desconhecido e inadequado.
Quem eras tu, quem era eu, o que eramos nós, não fazia ideia.
Percorri o trajecto descontrolado do desejo e limitei-me a seguir os teus imaturos passos.
Foi diferente, novo e fresco. Mas ao mesmo tempo, não fui eu.
Fugi de ti e corri desenfriadamente para um colo quente e com toque familar.
Podes continuar a esperar-me. Voltarei a entrar nesse quarto e a tocar contigo essas paredes geladas.
Mas não serei verdadeiramente eu, contigo nunca eu.
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